O novo papel da magistratura brasileira na proteção dos direitos humanos
28 de Maio de 2026
O novo Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana consolida o dever dos juízes nacionais de aplicar o controle de convencionalidade e os parâmetros internacionais de direitos humanos.
A edição do Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana pelo Conselho Nacional de Justiça (Recomendação CNJ nº 168/2026) representa uma das mudanças mais relevantes na cultura jurídica brasileira desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. Embora apresentado sob a forma de recomendação, o documento possui alcance muito mais amplo do que simples diretrizes administrativas para magistradas e magistrados. O que se consolida ali é uma nova compreensão sobre o papel do Poder Judiciário em um cenário marcado pela crescente integração entre o direito interno e o sistema internacional de proteção dos direitos humanos.
O impacto dessa transformação deve ser exaltado no Brasil, eis que representa um paradigma incomparável no contexto latino-americano. Durante décadas a magistratura nacional desenvolveu-se sob uma lógica predominantemente legalista, fundada na centralidade da lei nacional e em uma concepção relativamente fechada da jurisdição. A atividade judicial era compreendida, sobretudo, como exercício de aplicação do direito interno, com reduzida abertura à influência normativa internacional. Tratados de direitos humanos raramente ocupavam posição central na fundamentação das decisões judiciais, e a jurisprudência internacional permanecia distante da prática cotidiana dos tribunais.
Esse modelo, com o passar do tempo, revelou limitações progressivamente mais evidentes diante da complexidade das violações contemporâneas de direitos humanos, à luz das demonstrações que nos eram dadas pela jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos humanos. Questões ligadas à violência estatal, ao sistema prisional, aos direitos dos povos indígenas, à discriminação estrutural, à liberdade de expressão e à proteção de grupos vulneráveis passaram a demonstrar que o direito doméstico, isoladamente considerado, muitas vezes se mostrava insuficiente para oferecer respostas adequadas. Nesse sentido, o sistema interamericano de direitos humanos começou a fomentar nos Estados latino-americanos a necessidade e a compreensão do controle de convencionalidade das leis, e tal não foi diferente com o Brasil.
Entre nós, a Constituição Federal de 1988 abriu espaço para uma relação mais intensa entre a ordem jurídica brasileira e o direito internacional dos direitos humanos, especialmente pela cláusula de abertura do art. 5º, § 2º, que admite a integração em nível diferenciado dos tratados de direitos humanos na ordem jurídica brasileira. Ainda assim, a assimilação efetiva dessa abertura ocorreu de maneira lenta e desigual. Durante muito tempo, persistiu no Judiciário pátrio certa resistência à ideia de que tratados internacionais pudessem influenciar diretamente a interpretação constitucional e legal no plano interno.
O cenário começou a se alterar de forma mais perceptível a partir da consolidação do sistema interamericano de direitos humanos e da ampliação do diálogo entre tribunais nacionais e a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Aos poucos, decisões internacionais passaram a repercutir concretamente no debate jurídico brasileiro, e o Supremo Tribunal Federal demonstrou compreender o tema a partir do julgamento do RE 466.343-SP, em que se discutia a inconvencionalidade da prisão civil por dívida do depositário infiel no Brasil. Assim, temas antes tratados exclusivamente sob perspectiva doméstica passaram a ser analisados também à luz das obrigações internacionais assumidas pelo Estado brasileiro, conforme o princípio pro persona.
Essa mudança produziu uma transformação silenciosa, mas profunda, no modo de compreender a jurisdição. O Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana surge justamente como expressão institucional desse processo, capaz de compreender o corpus iuris interamericano e o papel dos magistrados na aplicação dos tratados de direitos humanos e da jurisprudência interamericana. Seu mérito central está em reconhecer, de forma explícita, que a proteção dos direitos humanos atualmente não se desenvolve apenas dentro das fronteiras do Estado nacional, senão também no plano internacional a que o Brasil está integrado pela via dos tratados internacionais.
Na prática, o Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana reafirma que magistradas e magistrados brasileiros não exercem somente uma função constitucional interna. Exercem também uma função interamericana de tutela de direitos humanos. Isso significa reconhecer que a atividade jurisdicional contemporânea exige diálogo constante entre diferentes ordens normativas. Nesse sentido, o Estatuto parte da premissa – por nós defendida doutrinariamente há décadas – de que todo juiz nacional, quando aplica garantias internacionais de direitos humanos nos casos concretos, também é um juiz interamericano.
Esse ponto possui enorme relevância, especialmente neste momento histórico em que, no Brasil, se verifica nascer uma nova magistratura, comprometida com a proteção dos direitos humanos. Se tradicionalmente a validade de leis e atos estatais era examinada quase exclusivamente a partir de sua compatibilidade com a Constituição, hoje esse controle tornou-se mais complexo, demandando dos magistrados o exame detido de normas internacionais. Além do parâmetro constitucional, ganha destaque a necessidade de verificar a compatibilidade das normas internas com os tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil, por meio do exercício do controle de convencionalidade.
Esse exercício de controle representa mecanismo desenvolvido no sistema interamericano e, também, pela doutrina brasileira da qual temos a honra de ter inaugurado. Por meio dele, assegura-se que os Estados-partes à Convenção Americana sobre Direitos Humanos adequem sua atuação às obrigações internacionais assumidas pelo Estado, à luz do princípio pro persona.
A lógica do controle de convencionalidade parte de uma premissa relativamente simples, mas institucionalmente transformadora: a de que juízes nacionais possuem o dever de examinar se leis, políticas públicas e práticas estatais respeitam os tratados internacionais de direitos humanos ratificados e em vigor no Estado. A proteção da pessoa humana deixa, assim, de depender exclusivamente da interpretação constitucional doméstica e passa a envolver também o exame de conformidade com os compromissos internacionais assumidos pela República Federativa do Brasil, sempre ao lado dos ditames estabelecidos pela jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que é a intérprete última da Convenção Americana sobre Direitos Humanos.
O que emerge do controle de convencionalidade é uma concepção mais integrada da proteção dos direitos humanos, fundada na ideia de complementaridade entre sistemas normativos, sob a ótica da responsabilidade do juiz nacional de aplicar a norma (internacional ou interna) mais favorável à vítima de violação de direitos Humanos. Assim, a Constituição, a legislação interna, os tratados internacionais e a jurisprudência interamericana passam a operar em permanente interação, ampliando o corpus iuris de proteção dos direitos humanos no Estado.
Esse movimento altera significativamente o perfil da atividade judicial, que passa a compreender-se pós-moderno e desafiado por novos e significativos valores. O juiz nacional deixa, assim, de atuar apenas como intérprete da legalidade doméstica e assume função de articulação entre diferentes níveis de proteção jurídica. A decisão judicial contemporânea exige capacidade de diálogo entre fontes normativas diversas, muitas vezes produzidas em espaços institucionais distintos, mas sempre tendo como ponto de partida a proteção da vítima e de seus direitos violados.
A consequência mais evidente desse processo é a ampliação do repertório argumentativo da jurisdição, que passa a integrar-se, no âmbito do Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana, também com documentos advindos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Conceitos desenvolvidos no âmbito do sistema interamericano – nos planos da Comissão e da Corte – começam a ingressar de forma mais consistente na linguagem judicial brasileira, e assim alterar a nossa visão de mundo afeta a direitos humanos internacionalmente consagrados. Termos como reparação integral, devida diligência, perspectiva interseccional, vulnerabilidade agravada, proteção reforçada e centralidade das vítimas deixam de pertencer exclusivamente ao vocabulário internacionalista e passam a influenciar diretamente a prática jurisdicional interna.
Essa incorporação produz efeitos concretos na forma de interpretar direitos fundamentais e enfrentar situações de desigualdade estrutural. O foco da jurisdição desloca-se gradualmente da abstração normativa para a proteção efetiva da pessoa humana em contextos reais de vulnerabilidade, devendo os juízes nacionais atentar-se para esse fenômeno para o fim de bem decidir ao final.
Como resta claro, o Estatuto fortalece essa racionalidade na aproximação que faz da atuação judicial brasileira aos parâmetros internacionais contemporâneos de proteção de direitos humanos, institucionalizando práticas que já vinham sendo construídas de maneira fragmentada em diferentes setores do Poder Judiciário. Agora, o CNJ nos dá mostras de que está efetivamente integrado e preocupado com a proteção dos direitos humanos, certo de que a iniciativa de edição de um Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana vem ao encontro de todos esses bons propósitos.
Cada magistrado brasileiro deve exercer com correção e sobriedade o controle de convencionalidade das leis, conforme a lógica interamericana, invalidando normas do direito interno menos benéficas que os comandos dos tratados internacionais de direitos humanos em vigor. A lógica interamericana atribui essa responsabilidade a toda a magistratura nacional. Cada juíza e cada juiz passam a exercer papel ativo na verificação da compatibilidade entre o direito interno e os tratados internacionais de direitos humanos, o que reflete na garantia de direitos a todos os cidadãos, para além de respeitar o comando interamericano segundo o qual o verdadeiro controle de convencionalidade é o exercido internamente no Estado, restando o controle da Corte Interamericana ao plano complementar ou coadjuvante.
Esse ponto modifica substancialmente a própria compreensão do papel institucional do Judiciário, pois agrega às suas funções diárias os compromissos de direitos humanos que devem ser efetivados pelas decisões judiciais. A jurisdição deixa de operar apenas como mecanismo de solução de conflitos internos e passa a integrar uma estrutura mais ampla de proteção internacional da dignidade humana. Há uma ampliação dos valores em jogo e uma hermenêutica renovada na compreensão da importância da ordem internacional para a proteção de direitos de homens e mulheres no interior do Estado.
Este fenômeno tem se apresentado em diferentes países latino-americanos, nos quais é possível observar o fortalecimento progressivo da atuação das cortes nacionais como instâncias fundamentais de implementação das decisões do sistema interamericano. É certo que a efetividade das decisões da Corte Interamericana depende, em grande medida, da disposição das jurisdições domésticas em incorporar standards internacionais ao cotidiano decisório, sem o que a garantia dos direitos internacionalmente reconhecidos restará prejudicada ou insuficiente.
Nesse cenário, reitere-se, o CNJ tem assumido papel relevante no Brasil, pois, nos últimos anos, logrou ampliar os mecanismos de cooperação com instituições internacionais, estimular programas de formação em direitos humanos e incentivar a adoção de políticas judiciárias voltadas à incorporação de parâmetros interamericanos no Brasil. O Estatuto aparece como o resultado mais sofisticado desse percurso institucional, simbolizando justamente essa transição histórica. Mais do que orientar condutas administrativas, ele projeta uma nova cultura judicial, agora fundada na compreensão de que a proteção dos direitos humanos exige abertura institucional, diálogo entre sistemas jurídicos e compromisso permanente com a efetividade da dignidade humana.
Seu significado ultrapassa, portanto, o campo estritamente normativo. O documento expressa uma mudança de paradigma sobre o próprio sentido da jurisdição no século XXI. A magistratura deixa de ser concebida apenas como guardiã da legalidade interna para de embrenhar na compreensão de questões que, até então, eram alheias aos julgadores domésticos, o que seguramente reforça o elo entre o Estado brasileiro e essa nova arquitetura internacional de proteção dos direitos humanos.
Em sociedades marcadas por desigualdades históricas, violência institucional e fragilidade na proteção de grupos vulneráveis, o fortalecimento de mecanismos multiníveis de tutela de direitos há de funcionar como importante instrumento de contenção de abusos e ampliação de garantias. O desafio, daqui em diante, será transformar essa orientação institucional em prática judicial cotidiana, certo de que a efetividade do Estatuto dependerá da capacidade da magistratura em incorporarem, de maneira consistente, a lógica de proteção integral dos direitos humanos às decisões concretas.
Ao reconhecer explicitamente essa realidade, o Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana consolida um processo de amadurecimento institucional do Poder Judiciário brasileiro. E sinaliza que, no atual estágio de desenvolvimento do constitucionalismo democrático, proteger direitos fundamentais já não significa apenas aplicar a lei interna, mas também assegurar que o Estado permaneça fiel aos compromissos internacionais assumidos perante a comunidade regional de direitos humanos.
Citação acadêmica sugerida:: Mazzuoli, Valerio de Oliveira. .O novo papel da magistratura brasileira na proteção dos direitos humanos. Agenda Estado de Derecho. 2026/05/28. Disponible en: https://agendaestadodederecho.com/o-novo-papel-da-magistratura-brasileira/
Palavras-chave: Estatuto da Magistratura Interamericana, controle de convencionalidade, direitos humanos, diálogo entre tribunais, poder Judiciário.
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Professor titular de Derecho Internacional de la Facultad de Derecho de la Universidad Federal de Mato Grosso (UFMT), posdoctor en Ciencias Jurídico-Políticas por la Universidad Clásica de Lisboa, doctor summa cum laude en Derecho Internacional por la Universidad Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS), miembro efectivo de la Sociedad Brasileña de Derecho Internacional (SBDI) y de la Asociación Brasileira de Constitucionalistas Demócratas (ABCD).
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Abogada colombiana, LLM en International Legal Studies por la Universidad de Georgetown y Máster en Argumentación Jurídica por la Universidad de Alicante. Es candidata a Doctora en Derecho por la Universidad de Georgetown. Actualmente se desempeña como Directora Asociada en el O'Neill Institute for National and Global Health Law y es docente en la Universidad de Georgetown y en programas de especialización y maestría en diversas universidades de América Latina. Anteriormente trabajó en la Comisión Interamericana de Derechos Humanos donde tuvo varios cargos, principalmente como Coordinadora de la Sección de Casos a cargo de la etapa de fondo y del litigio ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos.
Es profesora ayudante e investigadora predoctoral en el Departamento de Ciencia Política y Relaciones Internacionales de la Universidad Autónoma de Madrid (UAM). Tiene un Máster en Democracia y Gobierno, y un Máster en Gobernanza y Derechos Humanos, ambos de la UAM. Es licenciada en Comunicación Social por la Universidad Central de Venezuela. Es integrante del Lab Grupo de Investigación en Innovación, Tecnología y Gestión Pública de la UAM. Su tesis doctoral aborda la relación entre género, tecnologías y sector público, con un especial énfasis en la Inteligencia Artificial. También ha publicado sobre innovación pública y colaboración entre administraciones públicas y ciudadanía. Formó parte del equipo editorial de Agenda Estado de Derecho desde 2020 hasta febrero de 2022.
Abogada de la Universidad de Chile y Magíster en Derecho Internacional de la Universidad de Cambridge. En el ámbito profesional, se ha desempeñado en el extranjero como asistente legal en la Corte Internacional de Justicia y consultora para la International Nuremberg Principles Academy. En Chile, ha trabajado como abogada para el Comité para la Prevención de la Tortura, y actualmente se desempeña en la División de Derechos Humanos del Ministerio de Relaciones Exteriores de Chile. Asimismo, es académica de Derecho Internacional Público en la Universidad de Chile. Sus áreas de investigación incluyen el derecho internacional de los derechos humanos, la regulación de la actividad policial y su conformidad con estándares internacionales, el derecho internacional humanitario y el derecho penal internacional.
Ex Relator Especial para la Libertad de Expresión de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) hasta el 5 de octubre de 2020. Abogado y docente uruguayo egresado de la Facultad de Derecho de la Universidad de la República de Uruguay (Udelar). Actualmente es senior fellow en El Diálogo Interamericano (The Interamerican Dialogue) y consultor en libertades informativas de UNESCO y organizaciones de la sociedad civil. Se desempeña como Secretario de Relaciones Internacionales y Gobierno Abierto del Gobierno de Canelones (Uruguay).
Docente y conferenciasta en el campo de la libertad de expresión y el derecho a la información en prestigiosas universidades, entre ellas American University (Washington), Unam (México), Universidad Carlos III (España), Stanford (California), Universidad del Pacífico (Perú), UBA (Argentina) Universidad Diego Portales (Chile), Udelar (Uruguay) y Universidad de los Andes (Colombia). Periodista, columnista y colaborador asiduo en distintos medios de comunicación.
José Luis Caballero Ochoa es Licenciado en Derecho por el Tecnológico de Monterrey, Campus Chihuahua; Maestro en Derecho, por la Facultad de Derecho de la Universidad Nacional Autónoma de México, y Doctor en Derecho por la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) de España. Diplomado en derechos humanos y procesos de democratización por la Universidad de Chile. Pertenece al Sistema Nacional de Investigadores. Es académico – investigador en el Departamento de Derecho en la Universidad Iberoamericana, Ciudad de México, del que fue su Director por seis años. Actualmente es Comisionado de la Comisión Internacional de Juristas. Ha participado o participa en diversas comisiones o consejos públicos, ciudadanos y académicos en México, entre los que destacan: el Consejo de la Comisión de Derechos Humanos del Distrito Federal; la Junta Directiva del Instituto Federal de la Defensoría Pública; el Comité Consultivo del Centro de Estudios Constitucionales de la Suprema Corte de Justicia de la Nación; el Comité Académico y Editorial del Tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federación la Comisión de Selección del Comité de Participación Ciudadana del Sistema Nacional Anticorrupción, entre otros. Docente en diversos programas académicos en materia de derecho constitucional y derechos humanos en centros de educación superior nacionales, y ponente en congresos y foros académicos especializados en México, Argentina, Brasil, Chile, Guatemala, Colombia, España, Estados Unidos y Perú. Su papel como consultor y especialista ha implicado la elaboración de proyectos de ley, dictámenes técnicos bajo la figura de amicus curiae y peritajes internacionales. Su obra publicada consiste en más de 80 capítulos de libros y artículos en revistas especializadas sobre derecho constitucional, derechos humanos y derecho internacional de los derechos humanos, así como algunos libros en estas materias.
Doctorando en Derecho por la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (Argentina); Master en Derecho Penal y Procesal Penal por Osgoode Hall Law School, Universidad de York (Canadá); Diplomado Latinoamericano sobre Reforma Procesal Penal por la Facultad de Derecho de la Universidad Diego Portales (Chile); Abogado con orientación en Derecho Penal por la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (Argentina). Actualmente es el Director de Relaciones Internacionales del Instituto de Estudios Comparados en Ciencias Penales y Sociales (INECIP). Durante 8 años fue el Director del Área de Capacitación del Centro de Estudios de Justicia de las Américas (CEJA), organismo internacional de la Organización de Estados Americanos (OEA), creado en 1999 por resolución de la Asamblea General de la OEA, con sede en Santiago de Chile.
Fiscal de la Procuración General de la Nación Argentina. Es abogada por la Universidad de Buenos Aires, donde se recibió con diploma de honor, Especialista en derecho penal y procesal penal por la Universidad Torcuato Di Tella y Máster en Derecho por la Universidad de Georgetown. Fue becaria de la Fundación Fulbright y perita de la Corte Interamericana de Derechos Humanos. Es profesora de Garantías Constitucionales del Derecho Penal Sustantivo y Procesal Penal de la Universidad de Buenos Aires, de Género y Derecho Penal en la Maestría en Derecho Penal de la Universidad de San Andrés y profesora invitada en distintas universidades, de grado y posgrado. Es autora de varios artículos en publicaciones académicas sobre temáticas de género y derecho penal y de garantías constitucionales en el proceso penal.
Abogado, Magíster en Derecho y Posgrado en Derecho Constitucional y Derechos Humanos por la Universidad de Palermo. Profesor en la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires. Responsable del Programa para la Aplicación de Instrumentos de Derechos Humanos del Ministerio Público de la Defensa de la Nación. Integrante de la Red Latinoamericana de Académicas/os del Derecho - ALAS. Fue docente en diferentes universidades de Argentina, e investigador y docente en el Centro de Derechos Humanos de la Universidad de Chile. Sus temas de especialización son Derecho Internacional de los Derechos Humanos, Acceso a la Justicia y No Discriminación.
Director Ejecutivo de Fundación Ciudadanía y Desarrollo, contacto nacional de Transparencia Internacional en Ecuador. Abogado y máster en Dirección y Gestión Pública, así como en Acción Política, Fortalecimiento Institucional y Participación Ciudadana en el Estado de Derecho. Fue miembro suplente de la Asamblea Nacional Constituyente de Ecuador y asesor constitucional en el Consejo de Participación Ciudadana. Fellow del Centro para la Democracia, el Desarrollo y el Estado de Derecho de la Universidad de Stanford. Consultor para organizaciones nacionales e internacionales en temas de derechos humanos, libertad de expresión, acceso a la información, participación ciudadana, transparencia y lucha contra la corrupción.
Doctor en Ciencias Políticas de la Universidad de la República de Uruguay, magíster en Estudios Políticos por la Universidad Metropolitana de Venezuela y licenciado en Comunicación Social por la Universidad Santa María con especialización en Gobernabilidad y Gerencia Política por la Universidad Católica Andrés Bello y The George Washington University. Autor del libro «Venezolanos en el Uruguay» (2019). Trabaja como editor de la plataforma Diálogo Político y coordinador de proyectos del Programa Regional Partidos Políticos y Democracia en América Latina de la Fundación Konrad Adenauer.
Abogado egresado de la Universidad Francisco Marroquín de Guatemala y con un Máster en Economía de la Universidad Rey Juan Carlos de Madrid. En la actualidad, desempeña el cargo de Editor Asistente en el blog de la International Association of Constitutional Law (IACL) y es Director del área de Estudios Jurídicos en la Fundación Libertad y Desarrollo, un think tank basado en Ciudad de Guatemala. A nivel docente, ejerce como profesor tanto en la Universidad del Istmo como en la Universidad Francisco Marroquín de Guatemala. Adicionalmente, es columnista para el periódico guatemalteco La Hora. Sus principales áreas de investigación son el derecho constitucional y el derecho electoral.
Vicepresidenta de incidencia y litigio internacional del Robert F. Kennedy Human Rights. Baeyens lidera la estrategia de incidencia legal en derechos humanos de la organización, incluyendo el litigio de casos de alto impacto ante mecanismos de la ONU y sistemas regionales de protección, en temáticas relacionadas con la protección del espacio cívico y la lucha contra la discriminación, violencia e impunidad. Previamente se desempeñó como oficial de asuntos políticos en la ONU y como oficial de derechos humanos en la CIDH, donde también coordinó la Relatoría sobre personas defensoras. Es profesora adjunta de la Facultad de Derecho de la Universidad de Georgetown. Recibió su título de abogada de la Universidad de Ibagué, Colombia, y su LL.M en derecho internacional de los derechos humanos de la Universidad de Notre Dame, Estados Unidos.
Juez electo de la Corte Internacional de Justicia, además de profesor y director del Departamento de Derecho Público de la Universidad Federal de Minas Gerais (UFMG) y fundador del Centro de Derecho Internacional (CEDIN) y del Anuario Brasileño de Derecho Internacional. Tiene un máster de la UFMG y un doctorado de la Universidad París X Nanterre, y ha trabajado como jurista adjunto en el CIJ. Ha sido profesor visitante en el Institut des Hautes Études Internationales de la Université Panthéon-Assas Paris II, la Université Caen Basse-Normandie, la Université Paris-Ouest Nanterre la Défence y el Centro Lauterpacht de Derecho Internacional (Universidad de Cambridge, Reino Unido).
Abogado venezolano, egresado de la Universidad Católica Andrés Bello. LL.M. en derecho internacional de la Universidad de Cambridge, en Reino Unido, y Magíster en políticas públicas de la Universidad de los Andes, en Colombia. Actualmente se desempeña como asesor legal senior del Centro de Derechos Reproductivos y docente de la Universidad de los Andes. Fue abogado de la Secretaría de la Corte Interamericana de Derechos Humanos.
Directora Ejecutiva de la Fundación para el Debido Proceso (DPLF por sus siglas en inglés) organización regional dedicada a promover el Estado de derecho y los derechos humanos en América Latina. Antes de unirse a DPLF, fue Coordinadora Adjunta de la Unidad de Investigaciones Especiales de la Comisión de la Verdad de Perú, a cargo de la investigación de graves violaciones de derechos humanos ocurridas durante el conflicto armado interno en ese país. Previamente trabajó en la Adjuntía para los Derechos Humanos de la Defensoria del Pueblo de Perú y formó parte del equipo legal de la Coalición Contra la Impunidad (Alemania) que promovió el procesamiento penal en ese país de militares argentinos responsables de la desaparición de ciudadanos alemanes durante la dictadura argentina. Katya realizó sus estudios de derecho en la Pontifica Universidad Católica del Perú y de maestría en derecho internacional público en la Universidad de Heidelberg, Alemania.
Experto afiliado al Constitution Transformation Network de la Universidad de Melbourne e investigador asociado de la Universidad Rafael Landívar de Guatemala. Doctor en Derecho por la Escuela de Derecho de la Universidad de Melbourne y una Maestria en Derecho Público e Internacional en esa misma casa de estudios, y una Licenciatura en Ciencias Jurídicas y Sociales de la Universidad Rafael Landívar. Tiene experiencia en gobierno, especificamente en negociacion de tratados y convenciones, litigio en instancias internacionales e implementacion de instrumentos en materia de derechos humanos, y como consultor para organismos financieros internacionales.
Candidato a doctor por la Facultad de Derecho de la Universidad de Ottawa (Canadá). Director de la Clínica de Derechos Humanos del Centro de Investigación y Enseñanza en Derechos Humanos (HRREC) y profesor de la Sección de Derecho Civil de la Universidad de Ottawa. Anteriormente trabajó en la Comisión Andina de Juristas, el Tribunal Constitucional y el Ministerio de Justicia y Derechos Humanos del Perú. Sus áreas de investigación son el Sistema Interamericano, Empresas y Derechos Humanos, Derecho Penal Internacional, TWAIL y libertad académica. Integrante del Grupo de Estudios Latinoamericano sobre Derecho Penal Internacional de la Fundación Konrad Adenauer.
Es abogada por la Universidad San Francisco de Quito, y tiene un LL.M. por el Washington College of Law de American University, con enfoque en Derecho Internacional de los Derechos Humanos. Es candidata para el título de Doctora en Derecho por la Universidad Externado de Colombia. Ha trabajado como especialista en la Relatoría Especial para la Libre Expresión de la CIDH, Fundamedios y la Dirección Nacional de DDHH en Ecuador. Actualmente, es Directora del Observatorio de Derechos y Justicia de Ecuador, docente en la Universidad Internacional del Ecuador, y socia fundadora de Gentium Law Consultores.
Abogada costarricense, Máster en Derecho Internacional y Resolución de Conflictos por la Universidad para la Paz de las Naciones Unidas. Actualmente se desempeña como Directora Legal para América Latina en Women’s Link Worldwide, desde donde ejerce como estratega legal, líder de iniciativa y abogada litigante, con una gran responsabilidad para diseñar y liderar complejos proyectos legales, asimismo, es docente en la Universidad para la Paz, y en diversas universidades de Costa Rica. Anteriormente trabajó en el Centro por la Justicia y el Derecho Internacional (CEJIL) como Directora del Programa para Centroamérica y México, en la Secretaría General de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO) y como consultora internacional. Marcia se especializa en el litigio estratégico con enfoque de género e interseccional.
Doctor en Derecho por la Universidad Complutense de Madrid. Especialista en Derecho Constitucional por la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), y en Derecho Constitucional y Ciencia Política por el Centro de Estudios Políticos y Constitucionales (Madrid). Licenciado en Derecho por la Universidad Autónoma de Guerrero (México). Es Investigador Nacional nivel I del Sistema Nacional de Investigadores del Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT, México). En representación de México es miembro del Grupo de Justicia Constitucional y Derechos Fundamentales del Programa Estado de Derecho para Latinoamérica de la Fundación Konrad Adenauer.