Remover carbono sem remover direitos: CDR e justiça climática na América Latina
7 de julho de 2026
A América Latina deve definir, desde já, regras próprias que garantam integridade ambiental, justiça territorial e proteção efetiva dos direitos na remoção de carbono.
A remoção de dióxido de carbono (CDR, na sigla em inglês) não deve entrar na América Latina como outra promessa climática importada. O problema não é apenas técnico. Se parte da resposta global exige retirar CO2 da atmosfera, a região deve decidir desde agora sob quais condições jurídicas, ambientais e sociais essa remoção pode ocorrer. Sem essas condições, o CDR pode acabar sendo útil para os balanços de carbono e fraco para os direitos.
O debate ainda parece distante. Na América Latina, a atenção pública segue voltada, com razão, para reduzir emissões, frear o desmatamento, acelerar a transição energética e adaptar-se a impactos climáticos cada vez mais visíveis. Nada disso perdeu prioridade. Mas o próximo ciclo da governança climática já não se entende sem discutir remoções. O IPCC advertiu que alcançar emissões líquidas zero exige reduções profundas e rápidas, mas também remoções para compensar emissões residuais difíceis de eliminar. Isso não autoriza reduzir menos. Significa exatamente o contrário: quanto mais tarde se reduzirem as emissões, maior será a pressão futura para remover carbono.
A escala do desafio mostra que o assunto deixou de ser marginal. O State of Carbon Dioxide Removal 2026 estima que o mundo remove hoje cerca de 2,2 gigatoneladas de CO2 por ano, quase tudo por meio de formas convencionais vinculadas ao uso da terra. Para uma trajetória compatível com 1,5 °C, esse número teria que se aproximar de 8,75 gigatoneladas anuais até meados do século. O Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2025 do PNUMA aponta na mesma direção: cada fração de grau evitada reduz perdas, custos e dependência futura de respostas incertas.
Mas CDR não é uma tecnologia única. Pode significar restaurar florestas e manguezais, melhorar solos, produzir biocarvão, acelerar a meteorização de rochas, capturar ar diretamente com armazenamento geológico, usar bioenergia com captura e armazenamento ou intervir em certos processos marinhos. Algumas opções podem fortalecer ecossistemas e economias locais. Outras podem aumentar a pressão sobre terra, água, alimentos, territórios indígenas ou zonas costeiras. Por isso, a remoção não é apenas uma ferramenta climática. É uma decisão política sobre quem assume riscos, quem recebe benefícios e quem define as regras.
América Latina e Caribe têm uma posição particular nesse debate. A região possui florestas, solos, costas, manguezais, biodiversidade e conhecimento ecológico que podem ser relevantes para estratégias de remoção. Também carrega uma história de extrativismo, concentração de terras, violência contra defensores ambientais e promessas de desenvolvimento que muitas vezes não chegaram a quem vivia nos territórios afetados. Um relatório elaborado pela Fundação Torcuato Di Tella, com apoio da C2G e em colaboração com a CEPAL, já advertia que o conhecimento e o desenvolvimento do CDR na região seguiam limitados e que seus efeitos sociais, econômicos e ambientais precisavam de maior análise.
Esse contexto exige cautela. Se avançar sem regras claras, o CDR pode se converter em uma nova forma de apropriação verde. Existe o risco de que Estados e empresas com altas emissões busquem remoções baratas no Sul Global para compensar emissões que deveriam reduzir na origem. Comunidades locais poderiam assumir restrições territoriais, riscos ambientais ou mudanças em suas formas de vida, enquanto os benefícios financeiros se concentram em intermediários, mercados privados ou atores externos.
O risco de injustiça, porém, não justifica abandonar a discussão. Seria um erro. Se a América Latina não participa da construção de padrões, critérios de integridade e salvaguardas, outros atores o farão. E provavelmente o farão com prioridades distintas. A região não deve ser tratada como depósito de carbono do mundo. Deve atuar como sujeito político, jurídico e científico da governança climática.
Um primeiro limite deve ser claro: redução e remoção não são equivalentes. Os países latino-americanos podem incorporar CDR em suas estratégias de longo prazo, mas sem enfraquecer a prioridade de reduzir emissões. A remoção deve ser adicional, verificável e dirigida a funções precisas: compensar emissões residuais difíceis de eliminar e, quando possível, contribuir para emissões negativas. Não pode servir como permissão indireta para expandir petróleo, gás, mineração ou desmatamento.
Também é necessária integridade ambiental. Nem toda remoção tem o mesmo valor climático nem o mesmo risco. Plantar árvores não equivale a armazenar carbono durante séculos em uma formação geológica. Restaurar manguezais não apresenta os mesmos dilemas que alterar processos oceânicos. Os Estados devem exigir informações claras sobre adicionalidade, permanência, reversão, impactos ecológicos e responsabilidade por falhas. A discussão sobre o mecanismo do artigo 6.4 do Acordo de Paris confirma que esses pontos já não são detalhes técnicos, mas condições mínimas de integridade. Em termos jurídicos, isso exige avaliação prévia, monitoramento, reparação e responsabilidade por danos. Sem essas regras, o mercado pode transformar incerteza científica em ativo financeiro.
A dimensão democrática é igualmente importante. O Acordo de Escazú oferece uma base regional poderosa: acesso à informação, participação pública e acesso à justiça em assuntos ambientais. Esses princípios devem ser aplicados ao CDR desde o começo. Não depois de aprovados os projetos. Não como uma consulta formal para legitimar decisões já tomadas. Uma governança compatível com o Estado de Direito não pode aprovar primeiro e escutar depois. A participação deve incluir comunidades locais, povos indígenas, comunidades afrodescendentes, pescadores artesanais, agricultores familiares, cientistas regionais e defensores ambientais.
A cooperação também importa. Se a remoção de carbono será necessária para cumprir metas globais, não pode depender apenas de mercados voluntários ou contratos privados. São necessárias políticas públicas, pesquisa regional, transferência tecnológica, salvaguardas sociais e mecanismos de compartilhamento de benefícios. Também é preciso evitar que o financiamento para CDR concorra com recursos urgentes para adaptação, perdas e danos, conservação da biodiversidade e transição energética.
A Opinião Consultiva OC-32/25 da Corte Interamericana de Direitos Humanos reforça esse marco regional ao ler a crise climática como um problema de direitos, devida diligência, regulação e reparação. Nesse contexto, toda política climática, incluída a remoção de carbono, deve passar pelo filtro da transparência, da participação e da proteção efetiva de direitos. Isso implica avaliar antes, informar com clareza, permitir participação real e assegurar vias de reparação quando houver dano ou risco indevido.
Aqui está a oportunidade. A América Latina não precisa escolher entre entusiasmo ingênuo e rejeição automática. O primeiro transforma o CDR em salvação tecnológica. O segundo abandona um campo regulatório que já está avançando. A saída responsável é construir uma agenda latino-americana de remoção de carbono baseada em redução real de emissões, integridade ambiental, justiça territorial e democracia ambiental.
Essa agenda exige conhecimento próprio. A Amazônia, os Andes, o Caribe, o Cerrado, o Gran Chaco, os manguezais e as zonas costeiras não são simples espaços de compensação. São territórios vivos, com história, direitos e conflitos. As metodologias importadas podem ajudar, mas não podem substituir pesquisa regional, capacidades públicas e participação social.
Remover carbono pode ser parte da resposta climática. Mas só será legítimo se não remover direitos, não deslocar comunidades, não ocultar emissões e não reproduzir velhas formas de dependência. A pergunta, então, não é se a América Latina deve falar de CDR. A pergunta é se falará a tempo de definir suas próprias condições.
Citação acadêmica sugerida: Luz, Gustavo Leite Neves da. Remover carbono sem remover direitos: CDR e justiça climática na América Latina.. Agenda Estado de Derecho. 2026/07/07. Disponível em: https://agendaestadodederecho.com/remover-carbono-sem-remover-direitos-cdr-america-latina/
Palavras-chave: América Latina; remoção de dióxido de carbono; justiça climática.
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é doutor em Direito Internacional pela Universidade de Hamburgo e pesquisador de pós-doutorado (Law & Policy) na Dalhousie University. Pesquisa direito internacional ambiental, governança oceânica e remoção marinha de dióxido de carbono.
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Abogada colombiana, LLM en International Legal Studies por la Universidad de Georgetown y Máster en Argumentación Jurídica por la Universidad de Alicante. Es candidata a Doctora en Derecho por la Universidad de Georgetown. Actualmente se desempeña como Directora Asociada en el O'Neill Institute for National and Global Health Law y es docente en la Universidad de Georgetown y en programas de especialización y maestría en diversas universidades de América Latina. Anteriormente trabajó en la Comisión Interamericana de Derechos Humanos donde tuvo varios cargos, principalmente como Coordinadora de la Sección de Casos a cargo de la etapa de fondo y del litigio ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos.
Es profesora ayudante e investigadora predoctoral en el Departamento de Ciencia Política y Relaciones Internacionales de la Universidad Autónoma de Madrid (UAM). Tiene un Máster en Democracia y Gobierno, y un Máster en Gobernanza y Derechos Humanos, ambos de la UAM. Es licenciada en Comunicación Social por la Universidad Central de Venezuela. Es integrante del Lab Grupo de Investigación en Innovación, Tecnología y Gestión Pública de la UAM. Su tesis doctoral aborda la relación entre género, tecnologías y sector público, con un especial énfasis en la Inteligencia Artificial. También ha publicado sobre innovación pública y colaboración entre administraciones públicas y ciudadanía. Formó parte del equipo editorial de Agenda Estado de Derecho desde 2020 hasta febrero de 2022.
Abogada de la Universidad de Chile y Magíster en Derecho Internacional de la Universidad de Cambridge. En el ámbito profesional, se ha desempeñado en el extranjero como asistente legal en la Corte Internacional de Justicia y consultora para la International Nuremberg Principles Academy. En Chile, ha trabajado como abogada para el Comité para la Prevención de la Tortura, y actualmente se desempeña en la División de Derechos Humanos del Ministerio de Relaciones Exteriores de Chile. Asimismo, es académica de Derecho Internacional Público en la Universidad de Chile. Sus áreas de investigación incluyen el derecho internacional de los derechos humanos, la regulación de la actividad policial y su conformidad con estándares internacionales, el derecho internacional humanitario y el derecho penal internacional.
Ex Relator Especial para la Libertad de Expresión de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) hasta el 5 de octubre de 2020. Abogado y docente uruguayo egresado de la Facultad de Derecho de la Universidad de la República de Uruguay (Udelar). Actualmente es senior fellow en El Diálogo Interamericano (The Interamerican Dialogue) y consultor en libertades informativas de UNESCO y organizaciones de la sociedad civil. Se desempeña como Secretario de Relaciones Internacionales y Gobierno Abierto del Gobierno de Canelones (Uruguay).
Docente y conferenciasta en el campo de la libertad de expresión y el derecho a la información en prestigiosas universidades, entre ellas American University (Washington), Unam (México), Universidad Carlos III (España), Stanford (California), Universidad del Pacífico (Perú), UBA (Argentina) Universidad Diego Portales (Chile), Udelar (Uruguay) y Universidad de los Andes (Colombia). Periodista, columnista y colaborador asiduo en distintos medios de comunicación.
José Luis Caballero Ochoa es Licenciado en Derecho por el Tecnológico de Monterrey, Campus Chihuahua; Maestro en Derecho, por la Facultad de Derecho de la Universidad Nacional Autónoma de México, y Doctor en Derecho por la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) de España. Diplomado en derechos humanos y procesos de democratización por la Universidad de Chile. Pertenece al Sistema Nacional de Investigadores. Es académico – investigador en el Departamento de Derecho en la Universidad Iberoamericana, Ciudad de México, del que fue su Director por seis años. Actualmente es Comisionado de la Comisión Internacional de Juristas. Ha participado o participa en diversas comisiones o consejos públicos, ciudadanos y académicos en México, entre los que destacan: el Consejo de la Comisión de Derechos Humanos del Distrito Federal; la Junta Directiva del Instituto Federal de la Defensoría Pública; el Comité Consultivo del Centro de Estudios Constitucionales de la Suprema Corte de Justicia de la Nación; el Comité Académico y Editorial del Tribunal Electoral del Poder Judicial de la Federación la Comisión de Selección del Comité de Participación Ciudadana del Sistema Nacional Anticorrupción, entre otros. Docente en diversos programas académicos en materia de derecho constitucional y derechos humanos en centros de educación superior nacionales, y ponente en congresos y foros académicos especializados en México, Argentina, Brasil, Chile, Guatemala, Colombia, España, Estados Unidos y Perú. Su papel como consultor y especialista ha implicado la elaboración de proyectos de ley, dictámenes técnicos bajo la figura de amicus curiae y peritajes internacionales. Su obra publicada consiste en más de 80 capítulos de libros y artículos en revistas especializadas sobre derecho constitucional, derechos humanos y derecho internacional de los derechos humanos, así como algunos libros en estas materias.
Doctorando en Derecho por la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (Argentina); Master en Derecho Penal y Procesal Penal por Osgoode Hall Law School, Universidad de York (Canadá); Diplomado Latinoamericano sobre Reforma Procesal Penal por la Facultad de Derecho de la Universidad Diego Portales (Chile); Abogado con orientación en Derecho Penal por la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (Argentina). Actualmente es el Director de Relaciones Internacionales del Instituto de Estudios Comparados en Ciencias Penales y Sociales (INECIP). Durante 8 años fue el Director del Área de Capacitación del Centro de Estudios de Justicia de las Américas (CEJA), organismo internacional de la Organización de Estados Americanos (OEA), creado en 1999 por resolución de la Asamblea General de la OEA, con sede en Santiago de Chile.
Fiscal de la Procuración General de la Nación Argentina. Es abogada por la Universidad de Buenos Aires, donde se recibió con diploma de honor, Especialista en derecho penal y procesal penal por la Universidad Torcuato Di Tella y Máster en Derecho por la Universidad de Georgetown. Fue becaria de la Fundación Fulbright y perita de la Corte Interamericana de Derechos Humanos. Es profesora de Garantías Constitucionales del Derecho Penal Sustantivo y Procesal Penal de la Universidad de Buenos Aires, de Género y Derecho Penal en la Maestría en Derecho Penal de la Universidad de San Andrés y profesora invitada en distintas universidades, de grado y posgrado. Es autora de varios artículos en publicaciones académicas sobre temáticas de género y derecho penal y de garantías constitucionales en el proceso penal.
Abogado, Magíster en Derecho y Posgrado en Derecho Constitucional y Derechos Humanos por la Universidad de Palermo. Profesor en la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires. Responsable del Programa para la Aplicación de Instrumentos de Derechos Humanos del Ministerio Público de la Defensa de la Nación. Integrante de la Red Latinoamericana de Académicas/os del Derecho - ALAS. Fue docente en diferentes universidades de Argentina, e investigador y docente en el Centro de Derechos Humanos de la Universidad de Chile. Sus temas de especialización son Derecho Internacional de los Derechos Humanos, Acceso a la Justicia y No Discriminación.
Director Ejecutivo de Fundación Ciudadanía y Desarrollo, contacto nacional de Transparencia Internacional en Ecuador. Abogado y máster en Dirección y Gestión Pública, así como en Acción Política, Fortalecimiento Institucional y Participación Ciudadana en el Estado de Derecho. Fue miembro suplente de la Asamblea Nacional Constituyente de Ecuador y asesor constitucional en el Consejo de Participación Ciudadana. Fellow del Centro para la Democracia, el Desarrollo y el Estado de Derecho de la Universidad de Stanford. Consultor para organizaciones nacionales e internacionales en temas de derechos humanos, libertad de expresión, acceso a la información, participación ciudadana, transparencia y lucha contra la corrupción.
Doctor en Ciencias Políticas de la Universidad de la República de Uruguay, magíster en Estudios Políticos por la Universidad Metropolitana de Venezuela y licenciado en Comunicación Social por la Universidad Santa María con especialización en Gobernabilidad y Gerencia Política por la Universidad Católica Andrés Bello y The George Washington University. Autor del libro «Venezolanos en el Uruguay» (2019). Trabaja como editor de la plataforma Diálogo Político y coordinador de proyectos del Programa Regional Partidos Políticos y Democracia en América Latina de la Fundación Konrad Adenauer.
Abogado egresado de la Universidad Francisco Marroquín de Guatemala y con un Máster en Economía de la Universidad Rey Juan Carlos de Madrid. En la actualidad, desempeña el cargo de Editor Asistente en el blog de la International Association of Constitutional Law (IACL) y es Director del área de Estudios Jurídicos en la Fundación Libertad y Desarrollo, un think tank basado en Ciudad de Guatemala. A nivel docente, ejerce como profesor tanto en la Universidad del Istmo como en la Universidad Francisco Marroquín de Guatemala. Adicionalmente, es columnista para el periódico guatemalteco La Hora. Sus principales áreas de investigación son el derecho constitucional y el derecho electoral.
Vicepresidenta de incidencia y litigio internacional del Robert F. Kennedy Human Rights. Baeyens lidera la estrategia de incidencia legal en derechos humanos de la organización, incluyendo el litigio de casos de alto impacto ante mecanismos de la ONU y sistemas regionales de protección, en temáticas relacionadas con la protección del espacio cívico y la lucha contra la discriminación, violencia e impunidad. Previamente se desempeñó como oficial de asuntos políticos en la ONU y como oficial de derechos humanos en la CIDH, donde también coordinó la Relatoría sobre personas defensoras. Es profesora adjunta de la Facultad de Derecho de la Universidad de Georgetown. Recibió su título de abogada de la Universidad de Ibagué, Colombia, y su LL.M en derecho internacional de los derechos humanos de la Universidad de Notre Dame, Estados Unidos.
Juez electo de la Corte Internacional de Justicia, además de profesor y director del Departamento de Derecho Público de la Universidad Federal de Minas Gerais (UFMG) y fundador del Centro de Derecho Internacional (CEDIN) y del Anuario Brasileño de Derecho Internacional. Tiene un máster de la UFMG y un doctorado de la Universidad París X Nanterre, y ha trabajado como jurista adjunto en el CIJ. Ha sido profesor visitante en el Institut des Hautes Études Internationales de la Université Panthéon-Assas Paris II, la Université Caen Basse-Normandie, la Université Paris-Ouest Nanterre la Défence y el Centro Lauterpacht de Derecho Internacional (Universidad de Cambridge, Reino Unido).
Abogado venezolano, egresado de la Universidad Católica Andrés Bello. LL.M. en derecho internacional de la Universidad de Cambridge, en Reino Unido, y Magíster en políticas públicas de la Universidad de los Andes, en Colombia. Actualmente se desempeña como asesor legal senior del Centro de Derechos Reproductivos y docente de la Universidad de los Andes. Fue abogado de la Secretaría de la Corte Interamericana de Derechos Humanos.
Directora Ejecutiva de la Fundación para el Debido Proceso (DPLF por sus siglas en inglés) organización regional dedicada a promover el Estado de derecho y los derechos humanos en América Latina. Antes de unirse a DPLF, fue Coordinadora Adjunta de la Unidad de Investigaciones Especiales de la Comisión de la Verdad de Perú, a cargo de la investigación de graves violaciones de derechos humanos ocurridas durante el conflicto armado interno en ese país. Previamente trabajó en la Adjuntía para los Derechos Humanos de la Defensoria del Pueblo de Perú y formó parte del equipo legal de la Coalición Contra la Impunidad (Alemania) que promovió el procesamiento penal en ese país de militares argentinos responsables de la desaparición de ciudadanos alemanes durante la dictadura argentina. Katya realizó sus estudios de derecho en la Pontifica Universidad Católica del Perú y de maestría en derecho internacional público en la Universidad de Heidelberg, Alemania.
Experto afiliado al Constitution Transformation Network de la Universidad de Melbourne e investigador asociado de la Universidad Rafael Landívar de Guatemala. Doctor en Derecho por la Escuela de Derecho de la Universidad de Melbourne y una Maestria en Derecho Público e Internacional en esa misma casa de estudios, y una Licenciatura en Ciencias Jurídicas y Sociales de la Universidad Rafael Landívar. Tiene experiencia en gobierno, especificamente en negociacion de tratados y convenciones, litigio en instancias internacionales e implementacion de instrumentos en materia de derechos humanos, y como consultor para organismos financieros internacionales.
Candidato a doctor por la Facultad de Derecho de la Universidad de Ottawa (Canadá). Director de la Clínica de Derechos Humanos del Centro de Investigación y Enseñanza en Derechos Humanos (HRREC) y profesor de la Sección de Derecho Civil de la Universidad de Ottawa. Anteriormente trabajó en la Comisión Andina de Juristas, el Tribunal Constitucional y el Ministerio de Justicia y Derechos Humanos del Perú. Sus áreas de investigación son el Sistema Interamericano, Empresas y Derechos Humanos, Derecho Penal Internacional, TWAIL y libertad académica. Integrante del Grupo de Estudios Latinoamericano sobre Derecho Penal Internacional de la Fundación Konrad Adenauer.
Es abogada por la Universidad San Francisco de Quito, y tiene un LL.M. por el Washington College of Law de American University, con enfoque en Derecho Internacional de los Derechos Humanos. Es candidata para el título de Doctora en Derecho por la Universidad Externado de Colombia. Ha trabajado como especialista en la Relatoría Especial para la Libre Expresión de la CIDH, Fundamedios y la Dirección Nacional de DDHH en Ecuador. Actualmente, es Directora del Observatorio de Derechos y Justicia de Ecuador, docente en la Universidad Internacional del Ecuador, y socia fundadora de Gentium Law Consultores.
Abogada costarricense, Máster en Derecho Internacional y Resolución de Conflictos por la Universidad para la Paz de las Naciones Unidas. Actualmente se desempeña como Directora Legal para América Latina en Women’s Link Worldwide, desde donde ejerce como estratega legal, líder de iniciativa y abogada litigante, con una gran responsabilidad para diseñar y liderar complejos proyectos legales, asimismo, es docente en la Universidad para la Paz, y en diversas universidades de Costa Rica. Anteriormente trabajó en el Centro por la Justicia y el Derecho Internacional (CEJIL) como Directora del Programa para Centroamérica y México, en la Secretaría General de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO) y como consultora internacional. Marcia se especializa en el litigio estratégico con enfoque de género e interseccional.
Doctor en Derecho por la Universidad Complutense de Madrid. Especialista en Derecho Constitucional por la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), y en Derecho Constitucional y Ciencia Política por el Centro de Estudios Políticos y Constitucionales (Madrid). Licenciado en Derecho por la Universidad Autónoma de Guerrero (México). Es Investigador Nacional nivel I del Sistema Nacional de Investigadores del Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT, México). En representación de México es miembro del Grupo de Justicia Constitucional y Derechos Fundamentales del Programa Estado de Derecho para Latinoamérica de la Fundación Konrad Adenauer.